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DEZ
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O Jantar Real da mesa estreita

bacanal

Certa feita, o Rei quis brincar com sua corte, preparou um jantar diferente, sem nenhum propósito visível, a não ser o deleite de todos, inclusive o seu. Só que sua preocupação maior, não era degustar os pratos maravilhosos da sua cozinha real, e sim deliciar-se com os gozos de sua corte. Propositalmente, decorou a sala de jantar de forma a instigar os sentidos sexuais de sua contida corte, queria liberá-los de seus “deveres morais” como se liberta perfumes de seus frascos. Escolheu cores fortes, rosas vermelhas e obras de arte com conotação sexual, sem que isso fosse perceptível demais, afinal os queria livres, não envergonhados do que tudo aquilo os causava, o despertar de suas libidos. Ordenou que para o jantar fosse usada uma longa e estreita mesa, em que só coubessem os pratos e taças de seus convidados, e que estes chegassem, se assim desejado, a tocar o outro com seus pés, mas que isso não fosse um caos, mas trouxesse uma aproximação com estas pessoas.

Ele conhecia cada nobre, cada desejo mais obscuro, era o seu dom, olhar e perceber o desejo mais contido, a luxúria mais negada. Ele sentia isso no olhar, no movimento que o peito fazia durante a respiração, por traz de todos aqueles panos. Dispôs assim, cada casal separado na mesa, ninguém questionou, era a vontade do rei. Cada um sentado de frente àquele que lhe despertava forte desejo sexual, ou mais, àquele a quem, ele sabia, tinha em algum momento, ou ainda o fazia, sucumbido a romances secretos.

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21
DEZ
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Ledo engano

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Fim de ano, um tanto de estresse com a quantidade de compromissos. Mas, as festas deste período não deixam por menos. De todas, essas são as melhores, é onde me jogo mais. Onde me liberto. Talvez para dar um break na correria, espantar os fantasmas e dar a cara à tapa com mais coragem no ano novo.

Recebi vários convites para o réveillon, e como meu espírito pedia, escolhi a provável mais louca de todas. Denis e Fábio davam as melhores e mais insanas festas. Geralmente com o público mais gay possível. E como eu estava solteira há bem pouco tempo, mas com uma mágoa de dar dó, resolvi curá-las com a primeira garota que encontrasse afim, ou garotas.

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10
DEZ
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Madelleine e suas “tias”

massagem-cama

Madelleine tinha já seus 19 anos, mas era tímida e retraída, comportava-se, e até aparentava, ter menos idade. Apenas olhando, davam-lhe no máximo 16. Muito caseira, prosseguia sua vida de estudos. Fazia cursinho para o vestibular, era o único lugar que frequentava, exceto pelas missas matinais do domingo. Quando se via em meio a pessoas desconhecidas, ficava se encolhendo, como se quisesse passar despercebida, ou fazer-se tão pequena que sumisse. Filha única de mãe solteira, estava sempre ao lado dela, quando não, sentia-se muito insegura. Ironicamente, desde criança, tinha o dom de usar suas mãos para massagear outras pessoas, livrá-las de dores e cansaços. Ao fazer isso, não pensava em quem estava tocando, focava-se no feito. Sua mãe propagava isso para as amigas com muito orgulho, e quase sempre apareciam “clientes” para aproveitar suas mãos mágicas. Isso lhe rendia alguns trocados e favores. Não tinha um preço fixo, recebia o que lhe fosse ofertado.

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09
DEZ
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Relato: Um Encontro Bissexual na Balada Liberal

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Já fomos em algumas casas de swing, e a principio o tom de balada liberal ainda não havia nos cativado. No entanto fomos numa sexta feira dessas ao Nefertitti, e saímos muito felizes e realizados da casa.

Pela primeira vez conseguimos rolar uma brincadeira com um casal muito especial.

Vou lhes contar o que os tornavam especiais:

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08
DEZ
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No rosto, melado

gozada-na-cara4

Logo quando chegou na casa dela…

- Oi linda, sabe que eu estava pensando em você?

- É mesmo querido?

- Sim… Estou com uma vontade imensa de algo…

- Humm… Tenho certeza de que deve ser algo muito gostoso…

- Sabe, eu não vou nem te dizer.

- Não!?

- Vou mostrar. Vem comigo…

Pegou-a firme pela cintura e a puxou-a para junto de si. Seus seios se apertaram no peito dele, as mãos foram descendo e passando pelas pernas… Uma respiração mais forte começava a ser ouvida e sussurrada… Foi tão de repente, mas ela se soltava e deixava-se levar pelo desejo e vontade dele. Não sabia o que era ainda… Mas deixou-se levar… Ele tirou sua calça e deixou-a só de calcinha, tirou sua blusa, tirou seu sutiã. Ele estava todo vestido ainda, ela quase nua. Ele beijou o pescoço dela, deu mordiscadas em seus ombros, fez ela ficar toda arrepiada. O que quer que seja o que ele estava pensando, ela estava gostando.

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06
OUT
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Borboletas e Dragões

na-sauna

Encontravam-se na sauna toda terça, no início da manhã. Não eram de conversar: chegavam no vestiário, guardavam seus pertences, enrolavam-se nas toalhas e seguiam para a sala de vapor. Ali passavam o tempo da sessão, uma ouvindo música, a outra lendo, não trocando mais do que um “bom dia” ou um movimento de cabeça.Lucia já estava com os seus trinta anos e sempre lia romances policiais. Flávia chegara aos vinte a pouco tempo, e sempre aparecia na sala enrolada na toalha e com os fones de ouvido.

Naquela manhã, nenhuma das duas trouxera nada. Cumprimentaram-se, como de costume, e sentaram-se uma de frente para a outra. A mais velha observava as unhas, enquanto a mais nova murmurava algumas de suas canções prediletas. Lucia então percebeu a pequena tatuagem em forma de borboleta que a jovem tinha no pescoço, e como o desenho parecia descer por dentro da toalha. A jovem sentiu-se observada e retribuiu o olhar. Lucia apontou para a imagem, explicando que a achou bonita; Flávia, por sua vez, se levantou e abriu a toalha, mostrando não apenas a bela imagem, como também o delicioso corpo que possuía.

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29
JUL
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Diversão noturna

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Deitaram na cama para dormir, ele com a calça de pijama e ela com um babydoll de algodão leve. Cobriram-se apenas com um lençol, e o calor os obrigou a deixar a janela aberta e ligar o ventilador de teto para refrescá-los do mormaço de verão. Acomodaram-se cada qual do seu lado da cama, no início, atormentados pelo calor, e também por causa dele, não conseguiam dormir.

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11
JUN
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Ganhei um brinde na loja

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Me chamo Júlia, e numa época em que eu estava meio enrolada com relacionamentos, eis que resolvi comprar um vestido para mim mesma, para me dar de presente de aniversário. Passar nas lojas, ver e escolher vestidos é uma ótima terapia! E foi o que eu fiz em um final de tarde, dois dias antes do aniversário. Entrei na loja, comecei a olhar os vestidos… Alguns muito bonitos. Escolher era uma dúvida…

Eis que surge um vendedor para me atender. Quando olhei de primeira para ele, já o achei bem bonito, até quem sabe mais do que os vestidos que eu estava olhando na hora. Ele era moreno claro, alto (por volta de 1,80m), forte (com aqueles ombros largos). Desde o começo já percebi que ele chegou para me atender com uma certa malícia. Dava para perceber o sorriso encantador. Logo pensei que ele estava na profissão certa, vendendo… Hehehehe. Ele se ofereceu para me ajudar depois que eu falei que estava procurando um vestido para o aniversário. Separou alguns vestidos para eu provar…

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