Certa feita, o Rei quis brincar com sua corte, preparou um jantar diferente, sem nenhum propósito visível, a não ser o deleite de todos, inclusive o seu. Só que sua preocupação maior, não era degustar os pratos maravilhosos da sua cozinha real, e sim deliciar-se com os gozos de sua corte. Propositalmente, decorou a sala de jantar de forma a instigar os sentidos sexuais de sua contida corte, queria liberá-los de seus “deveres morais” como se liberta perfumes de seus frascos. Escolheu cores fortes, rosas vermelhas e obras de arte com conotação sexual, sem que isso fosse perceptível demais, afinal os queria livres, não envergonhados do que tudo aquilo os causava, o despertar de suas libidos. Ordenou que para o jantar fosse usada uma longa e estreita mesa, em que só coubessem os pratos e taças de seus convidados, e que estes chegassem, se assim desejado, a tocar o outro com seus pés, mas que isso não fosse um caos, mas trouxesse uma aproximação com estas pessoas.
Ele conhecia cada nobre, cada desejo mais obscuro, era o seu dom, olhar e perceber o desejo mais contido, a luxúria mais negada. Ele sentia isso no olhar, no movimento que o peito fazia durante a respiração, por traz de todos aqueles panos. Dispôs assim, cada casal separado na mesa, ninguém questionou, era a vontade do rei. Cada um sentado de frente àquele que lhe despertava forte desejo sexual, ou mais, àquele a quem, ele sabia, tinha em algum momento, ou ainda o fazia, sucumbido a romances secretos.
Era quase meio-dia do sábado quando eu acordei com uma pequena dor de cabeça. Talvez eu tenha bebido demais na noite anterior, ou talvez tivesse sido o sonho maluco que tive. No primeiro momento eu não me lembrei muito bem do sonho, mas diferente do normal ele foi surgindo com o passar do tempo, depois que acordei. O que tinha acontecido na noite passada tinha sido mágico… Acho que isso influenciou bastante no sonho. Fui ao banheiro, meio desnorteado. Me olhei no espelho, estava com uma cara de cansado, muito cansado. Me senti fraco, tanto que tive que voltar para a cama e me sentar um pouco.
Sabe, é engraçado como as coisas acontecem tão repentinamente, sem a gente nunca esperar. Me chamo Erick Hästesko, sou finlandês, mas passei grande parte da minha vida visitando alguns lugares do mundo. Viajar sempre foi uma grande predileção minha, desde pequeno. Comecei a trabalhar cedo, com mais ou menos uns 18 anos, então eu sempre tinha dinheiro pra fazer algumas coisas legais, uma delas era viajar, principalmente pela Europa que era mais perto. Com 21 anos, comecei a viajar para mais longe e foi em uma dessas viagens que eu conheci o Brasil.
Quando menos se esperava, Laura estava namorando. Havia o que? Três semanas? Pois é, Fabrício até que era um bom namorado. O único problema era que com toda a correria do dia-a-dia, os dois só conseguiam se ver uma ou duas vezes por semana, quando chegava o fim de semana. Para Laura principalmente, que trabalhava e estudava, além de gastar muito tempo se locomovendo na metrópole caótica que é São Paulo.
Por Laura…
Uma semana tinha se passado desde aquele sonho. Como já era de se esperar, a rotina não mudou muito, mesmo eu querendo… A inércia da rotina é algo bem difícil de superar, mudanças bruscas geralmente nunca acontecessem sem grandes sacrifícios, e como eu não gosto muito de sacrifícios… O sonho de uma semana atrás tinha me deixado atiçada, estava louquinha por prazer. Mas como a vida não é tão fácil assim como a gente espera, não aparecia ninguém legal para transar comigo… Queria um namorado bem gostoso pra ficar comigo o sábado todo transando e trocando carícias.
- Ah, o tédio…
Laura tem 22 anos, pele branca, cabelos naturais negros mas pintados de um ruivo escuro cativante e misterioso, que deslisam pelo seu rosto delicado e aparentemente normal até abaixo dos ombros. Com 1,70m de altura, 59kg e um busto de 91cm, Laura estava satisfeita com sua aparência, mesmo que isso não estivesse levando a nenhum relacionamento… Talvez fosse a sua “falta de tempo” que nunca a deixava respirar muito. No final a desculpa era sempre de que não havia um homem legal o suficiente pra dividir o seu tempo.